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Cristo300Brasulista #223


Brasulista
Newsletter of the early Brazilian missions, #223
February 23, 2020


Bom dia!

In this issue:

  • Rio Temple to be dedicated May 17, 2020
  • Mission opportunities in Portugal
  • Portuguese speaking mission in Atlanta, GA, USA.
  • Frederick G. Williams, author, and scholar
  • Santa Maria, RS, member seeking missionaries who served there
  • "Counting Blessings" by Alf Gunn

Rio Temple to be dedicated May 17, 2020

Breaking News:  The public is invited to tour the Rio de Janeiro Temple from Friday, April 17 through Saturday, May 2, 2020, except for the Sundays of April 19 and 26.  See photos at:

https://newsroom.churchofjesuschrist.org/article/april-open-house-announced-for-rio-de-janeiro-brazil-temple

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Mission opportunities in Portugal

Portugal President Brent D. Fillmore (BPASM 85-86) of the Portugal Lisbon Mission writes: Thanks Alf, for the latest news. This is wonderful. Here in Portugal, we have three couples finishing their missions this coming June. Two are Member Leader Support couples and one works with YSAs in three stakes.  The temple is fabulous.  Anyone interested in serving in beautiful Portugal can contact me directly.  Presidente Brent Fillmore (fillmorebd@churchofjesuschrist.org) Mission President, Missão Portugal Lisboa  351-917-323-368


Portuguese speaking mission in Atlanta, GA, USA.

Atlanta, GA Todd Baker (BSPS 82-84) is serving as Branch President of the Clear Springs Branch in Atlanta, GA. My friends Dan and Diane Erickson are loving their service there at the present.  President Baker writes:  "Bom dia, Alf.  We are looking once again to recruit a senior missionary couple to serve the members of our Portuguese speaking branch in Atlanta, Georgia.  We just sent off Dick and Kay Silver and appreciated their work here, especially in integrating new members that come from Brazil into the area.  We have the pleasure of having Dan and Diane Erickson serving until June, so having a new senior couple transition in soon after that would be wonderful.  Our branch has grown to an attendance of about 100 members each Sunday and there are varying needs that a senior couple could provide. 

These may include:

  • Assisting in teaching the English as a second language class twice a week, "        
  • Providing individual English lessons in the home of members and non-members (The Ericksons teach about 12 different families a week at the moment) "        
  • Assisting with arranging paperwork for new members/immigrants for school and medical needs "        
  • Directing the Family History and Temple work in the branch and working with individuals and families to take names to the temple "        
  • Help provide service to one of our partner charities with collecting day-old bakery items from a local grocery store "        
  • Help teach self-reliance concepts to the members "        
  • And many other opportunities of service and ministering

A good number of our members do speak English and our meetings are translated into English, so a couple with only one Portuguese speaker would do quite well serving here. If anyone has interest, they can contact me at presidente.baker.ga@gmail.com  Thanks - Todd Baker (BSPS 82-84)


Frederick G. Williams, author, and scholar

Frederick G. Williams (BM 60-63) is one of the most distinguished of our former missionaries. He is former President of the Brazil São Paulo Interlagos Mission 91-93 and the Recife Temple 09-12. I have his poetry books for Brazil and Portugal. His works have resulted in media exposure for the Church in Portuguese-speaking countries. I have invited him to share some of his latest information.

"Dear Alf, I retired from BYU two years ago after teaching literature written in Portuguese for 27 years at the University of California (UCLA and UCSB) and 20 years at BYU. But I'm still very active in the profession.  In November I gave one of the keynote addresses at a Symposium on Jorge de Sena at BYU. In March I was an honored guest at the 8th annual Literary Festival of Macau where I participated in four sessions and donated 18 books to the Library of the University of Macau, which included three Books of Mormon (English Portuguese, Chinese).  I also gave a devotional for the members of the Macau district at the chapel.  There are three branches, one in English, one in Portuguese, one in Chinese.

Nine of my bilingual volumes (Poets of Portuguese Asia, Goa, Macau, East Timor, Poets of Angola, Poets of Cape Verde, Poets of Mozambique, Poets of Portugal, Poets of Brazil, Poets of Guinea-Bissau, Poets of São Tomé e Príncipe plus the latest volume Jorge de Sena: 100 Poems and More) were prominently displayed in the window of the Portuguese bookstore downtown. I was repeatedly interviewed on television, radio and in the press.  One of the interviews focused almost entirely on the Church.  I am sending that one to you as an attachment.  The reporter asked some very fine questions and was very open to my answers.

"By the way, two of my Assistants, when we presided over the São Paulo Interlagos Mission (and lived in the same apartment building as your brother) have recently been called as Mission Presidents.  Leandro Oliveira over the Rio de Janeiro North Mission, and Rietra Dias over the Maputo Mozambique Mission. They have received the appropriate volume of their country.  I will be giving Poets of Cape Verde to the newly called president of that mission this Sunday.  A major newspaper in Cape Verde published an interview with me that also focused on the Church.  I don't have that one digitized, however. Um abraço, Fred" (frederick_williams@byu.edu

His interview:

 Ponto

22 de Março de 2019

"Temos que deixar ao lume das águas todas as tribulações e todas as encrencas para ter paz"

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FOTOGRAFIA: EDUARDO MARTINS

Frederick G. Williams, professor e tradutor, é convidado do Festival Literário de Macau numa edição em que se assinalam os 100 anos do nascimento de Jorge de Sena. Em entrevista ao PONTO FINAL, Williams recorda o poeta, seu professor, e fala também da religião como princípio basilar e orientador da sua existência.

FGWilliams-02TEXTO: CATARINA VILA NOVA

FOTOGRAFIA: EDUARDO MARTINS

Homem da sua igreja, Frederick G. Williams apresenta aos 78 anos uma fé que diz nunca ter conhecido abalos. Descendente directo do conselheiro do primeiro presidente da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias - conhecida simplesmente como mórmon - o professor, agora reformado, diz que, para si, a dúvida se assumiu como exploração e não como um voltar de costas à igreja. Acercou-se da língua portuguesa levado pela religião até ao Brasil no papel de missionário e, até hoje, não perdeu o sotaque que por lá se enraizou. Decorridos já dois anos de vida universitária, interrompidos pela missão, quando foi tempo de regressar à academia, a escolha do percurso a seguir era clara: o português como idioma e cultura. Nos bancos da faculdade teve como mestre Jorge de Sena, poeta duas vezes atirado para o exílio pela ditadura. Primeiro, a portuguesa, depois, a brasileira. É na Universidade de Wisconsin que os caminhos de ambos se cruzam pela primeira vez, voltando a encontrar-se mais tarde na Universidade da Califórnia enquanto professores. Do poeta e eterno mestre, Williams recorda o incansável fumador - algo que, para um mórmon, nem sempre foi fácil suportar, confessa - mas também o professor afável e sempre disponível com uma "mente enciclopédica". Já no final da sua vida, Jorge de Sena concedeu aquela que terá sido a sua última entrevista a Frederick G. Williams. Dela ficou a amargura de nunca em vida ter sido reconhecido como uma das figuras máximas da cultura portuguesa do século XX. "A mágoa ficou sempre, o seu país nunca o aceitou", lamenta o tradutor.

Quão forte foi a presença e influência do seu trisavô e homónimo, Frederick G. Williams, conselheiro do primeiro presidente da igreja mórmon, na sua infância?

Sendo um dos líderes da igreja, ele era muito conhecido. Aliás, ele está nas próprias escrituras e era muito falado. Eu, por ter o mesmo nome, tinha que respeitar e tinha que seguir na linha correctamente por causa dele. Teve sempre muita presença.

Acredita que ter sido criado no contexto da igreja mórmon foi determinante para que acabasse por escolher esta religião?

Sem dúvida. Mas devo dizer que muitas pessoas que têm a mesma experiência, ou seja, que nascem dentro da igreja, nem sempre ficam porque o testemunho é uma coisa pessoal, uma coisa individual e cada um tem que ter. Se não tiver, sai da igreja.

Qual acredita ser o papel desempenhado por uma educação religiosa, seja ela qual for, nas crenças futuras de uma pessoa? É determinante?

Nós acreditamos que tanto a mente como o coração têm um papel importante no que chamaríamos a conversão. Se for apenas a mente e não sentir o espírito, então não vai ficar. A igreja é a mesma igreja que Cristo organizou quando esteve na terra, tem a mesma organização com os apóstolos. A maneira como os conversos foram convertidos na época dele serve como exemplo no nosso dia. Antes de Cristo ser crucifixado, ele falou com os seus apóstolos e disse: "Eu voltarei quando ressuscitar". Quando ele o fez disse: "Não comecem a pregar até receberem o Espírito Santo". Então aguardaram e quando veio foi uma força incrível. Esse é o espírito que converte as pessoas.

No seu caso quando diria que esse momento aconteceu?

No meu caso ocorreu cedo. Ocorreu quando o meu pai era presidente da missão no Uruguai e eu, um jovem. Tivemos uma conferência e o coro estava cantando…

Na sua vida nunca teve um momento de dúvida em que quis virar as costas à igreja?

Nós acreditamos que esta vida é uma vida de provações para ver se seremos fiéis aos mandamentos de Deus. São duas as razões pelas quais viemos à terra: porque achamos que o nosso pai celestial, Deus, é verdadeiramente o nosso pai e somos filhos espirituais dele e ele nos mandou à terra para receber o corpo e para sermos provados. Sempre haverá tentação, desafios, perguntas, mas quando seguimos uma pergunta, honestamente, podemos receber a resposta. Se fazemos a pergunta só para mofar, não. Mas se estamos sendo honestos e queremos saber, vamos saber.

A sua fé nunca foi abalada? Nunca teve dúvidas?

Dúvidas só no sentido de querer conhecer mais. Muitos acham que nós acreditamos na revelação como antigamente no Velho Testamento, no Novo Testamento, como se estivéssemos a viver nessa época. É uma das coisas mais identificáveis da igreja, um profeta que recebe revelação. Perderam - e os judeus entenderam isso perfeitamente - esse aspecto de sua religião. Desde 500 anos antes de Cristo até ao dia de hoje, não têm profeta. Já não há mais revelação para eles.

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FOTOGRAFIA: EDUARDO MARTINS

A igreja mórmon tem a particularidade de todos os seus presidentes serem também profetas.

E têm a revelação. É interessante que só existem três religiões que aceitam que alguma vez tiveram profetas que receberam a revelação: a judaica (a evidência disso é o Velho Testamento), a cristã (a evidência é o Novo Testamento) e os muçulmanos (a evidência disso é o Corão). Mas os três dizem que tudo acabou, já não temos mais e já não há evidência das revelações. Quando a igreja foi restaurada, novamente revelações, e isso acontece e continua até hoje.

Acredita que por a igreja mórmon continuar a ter o que chama de revelações continuamente pode ajudar a mantê-la moderna? As ditas revelações adaptam-se também aos tempos em que surgem?

Sim, porque hoje vivemos numa época diferente da época de Moisés e de Noé. A revelação de Noé era: construa uma arca. Essa revelação não se aplica a nós. Cada profeta recebe revelações de acordo com a circunstância da cultura no dia dele.

Ainda que a igreja mórmon tenha banido a poligamia há mais de meio século, é verdade que não se conseguiu descolar desta imagem. Porque é que não foi ainda capaz de se desprender desta representação?

Eu acho que isso vem por causa de uma das perseguições. Quando essa revelação foi dada, Joseph Smith ficou muito chocado.

Na altura a introdução da poligamia foi vista como um acto de coragem.

Exactamente. Não era contra a lei, na época, mas foi uma coisa muito difícil. O Novo Testamento diz que, nos últimos dias, tudo será restaurado e entre essas coisas está a poligamia. Moisés teve várias esposas, Abraão várias esposas. Mesmo assim, foi chocante. Uma das coisas que isto fez foi que, para poder viver esse mandamento, a gente tinha que saber que vinha do senhor porque era tão contra a cultura. Muitas pessoas não podiam aceitar e saíram da igreja. Isso forçou ter um grupo de membros que sabiam que isto veio do senhor e era um grupo muito poderoso. O Frederick G. Williams não entrou na poligamia porque morreu antes disso entrar, mas o filho dele teve uma segunda esposa e o filho dele, meu avô, também teve mais do que uma esposa.

Falava há pouco de perseguição. Sente que os mórmons são perseguidos?

Sim, no sentido em que acham que quem acredita em revelação hoje deve ser ignorante. Mas a verdade é que a igreja mostra e promove educação, por isso tem universidade e querem que todos tenham toda a informação possível. Isso vai totalmente contra o que dizem os que atacam. A mesma coisa em relação à poligamia. [Os críticos pensam:] "Eles fizeram isso porque eram motivados pelo sexo". O que acontecia na verdade é que os homens eram chamados para servir missões e eram as mulheres que ficavam em casa e que fizeram brotar e florescer o estado de Utah porque os homens estavam sempre fora em missões.

Essa crítica de ignorância diria que não se aplica apenas à igreja mórmon. Vivemos numa altura em que há uma perda de fé, é algo que é transversal a todas as religiões. Concorda?

Sem dúvida. Especialmente na Europa que era sempre o local onde a religião ocupava uma posição muito importante e agora já não. As igrejas estão vazias e isso está acontecendo também nos Estados Unidos e também noutros lugares.

Qual acha que é a origem desta perda de fé?

Tudo o que está na base disto é Satanás.

Sendo o jogo uma prática banida pela igreja mórmon, consegue visitar Macau e alhear-se da presença constante dos casinos?

Nós chamaríamos isso de mundanismo, as coisas que atraem, como muitas outras coisas, como a bebida, o álcool, o sexo. Mas podemos viver aqui sem participar nessas coisas. Las Vegas é um exemplo disso. Lá a igreja floresce muito bem, tem templos, tem capelas.

Em Macau teve oportunidade de visitar a igreja mórmon local. Quem foram os mórmons que aqui encontrou?

Inicialmente eram os macaenses e os chineses ou os portugueses que estavam morando aqui. Agora que tivemos a troca, eu notei que a grande maioria, talvez 80%, dos membros da igreja em Macau são filipinos que entraram na igreja nas Filipinas e vieram para aqui trabalhar. Temos três congregações: uma que é para os que só falam chinês, outra para os que falam inglês e outra para os que só falam português. A congregação que fala inglês são quase todos filipinos.

É muito comum chegar-se à igreja mórmon através do catolicismo?

De todas as religiões, inclusive da muçulmana e da budista. Um dos apóstolos chama-se Dong e é de ascendência chinesa e eles eram todos budistas. Vêm de todas as religiões.

Aprendeu português durante a sua missão como missionário no Brasil. Como é que passou deste primeiro contacto com a língua portuguesa para o seu trabalho enquanto tradutor e poeta? Na minha época, geralmente os jovens eram chamados quando tinham 20 anos. Hoje, um jovem, se já completou a secundária, pode servir quando tem 18 anos. Na minha época eu pude passar pelos dois primeiros anos da universidade, servi a minha missão e depois voltei para completar o bacharelato. Nesse período intermediário, quando voltei para tomar a decisão de qual seria a minha disciplina, eu já estava tão entusiasmado com o português e a cultura em português que decidi seguir o português.

 

FOTOGRAFIA EDUARDO MARTINS

De Jorge de Sena traduziu essencialmente a sua poesia e apenas um conto. Porque é que se ficou apenas pela poesia de Sena?

Já era muita coisa e já havia outros que tinham traduzido a prosa dele. Eu achei que podia fazer uma contribuição na poesia. Alguns já tinham traduzido a poesia de Jorge de Sena, mas não toda ela, então eu quis dar uma visão mais panorâmica.

Num texto que escreveu a evocar Jorge de Sena, disse: "Quando, já professor, fui tentado a não ler os trabalhos dos meus alunos com atenção, a imagem de Sena diligentemente lendo os meus trabalhos vinha-me à mente e eu cobrava a coragem do seu exemplo para enfrentar o desafio com resolução e esmero". Qual a primeira imagem que o poeta transmitia enquanto professor?

Era evidente que ele era uma pessoa com uma mente enciclopédica, que conhecia tudo e isso foi para mim e para os outros graduandos uma bênção, mas um desafio também. O que era mais interessante é que ele era muito afável. A gente podia-se aproximar dele, fazer perguntas. Ele fumava para caramba, o que para os mórmons não era coisa fácil.

Mas isso nunca o afastou dos lugares mais próximos de Jorge de Sena durante as aulas.

Nunca. Quis ficar ali porque era muito mais interessante, porque podia ver as notas, os livros, os 'doodles' [rabiscos] que ele estava fazendo. Era uma mesa extensa, havia talvez 20 alunos e não queria ficar bem longe.

Que distância é que ele impunha entre professor e alunos?

Ele sempre era o mestre, mas ele gostava que nós fizéssemos perguntas e apresentações.

Como é que a vossa relação se alterou quando se voltaram a encontrar na Universidade da Califórnia, ambos enquanto professores?

Ele continuava a ser o mestre e eu o discípulo, mas ele sempre com muito respeito e dava muita glória a mim. Depois cheguei a ser o 'chairman' do mesmo departamento onde ele tinha sido o director.

A propósito de duas observações de Jorge de Sena que marcaram o poeta, escreveu: "Num seminário ele deu um testemunho comovido da existência de uma força maligna com a qual tivera uma experiência pessoal. Não entrou em detalhes, mas disse-nos que essa força independente era real e que tentou destruí-lo e o teria vencido se ele não tivesse mudado de rumo". A que estaria Sena a referir-se?

Estava falando do diabo. Ele teve uma fascinação sobre essas coisas e muitos dos títulos das obras dele indicam isso. Era no surrealismo que ele tocou contra essa coisa, quando ele deixou de controlar os seus pensamentos na escrita automática. Tudo o que você escreve nas primeiras oito horas não serve para nada, mas quando você está exausto e a subconsciência começa a tomar conta, aquilo que você escreve deve ser poesia pura.

Foi a última pessoa a entrevistar Jorge de Sena, apenas um mês antes da sua morte, e o poeta saberia que aquela seria a sua última entrevista. Qual a última mensagem que o poeta quis deixar neste mundo?

Eu fiz uma pergunta em que citei que ele era poeta, romancista, novelista, crítico e uma série de coisas e que os tópicos incluíam o sexo, Satanás, a política, a cultura. Eu perguntei qual desses tópicos seria o tópico principal da sua obra e ele disse todas elas. Acrescentou o termo "satírico" que ele tem em tudo. Eu diria que a mensagem dele é: "Eu escrevi sobre tudo, mas também eu era satírico". Talvez o último poema que lemos indique a mensagem que temos que deixar ao lume das águas todas as tribulações, todas as encrencas e tudo o que nos tocou para ter paz.

Nessa mesma entrevista é impossível não notar a raiva e amargura, principalmente quando ele está a ler os poemas sobre a sua pátria que nunca deixou de ser Portugal. Acredita que, no final da sua vida, Jorge de Sena conseguiu resolver internamente o facto de não ter sido devidamente reconhecido em Portugal? Ou esta mágoa acabou por o acompanhar até ao final da sua vida?

Eu acho que essa mágoa ficou até ao fim. Uma vez que veio a República ele quis de alguma forma participar, talvez ser ministro da Cultura, trabalhar numa universidade, mas nunca foi chamado e isso magoou-o muito. Então a mágoa ficou sempre, o seu país nunca o aceitou.

Porém, Jorge de Sena nunca deixou de se assumir como português.

Exactamente. Nunca. Ele amava a sua pátria, não amava as coisas que sua pátria fazia.


Santa Maria, RS, member seeking missionaries who served there

This note comes from João Alberto Licht Teixeira of Santa Maria, RS, seeking missionaries who served there in early years:  "Sou da cidade de Santa Maria, Rio Grande do Sul e na década de 70, quando aqu era ramo e pertencia à Missão Brasil Sul, tivemos vários missionários americanos por aqui, com os quais eu gostaria muito de establecer contato. Tenho um pequeno perfil do facebook com parte dessa história e gostaria que você divulgasse para mim, por favor. https://www.facebook.com/groups/502515323173293/ Muito obrigado, João Alberto Licht Teixeira, Arquivista / UFSM, Geneólogo, Paleógrafo e Restaurador de documents e livros. Mestando em Patrimônio Cultural - UFSM


"Counting Blessings" by Alf Gunn

Alf Gunn1A personal note from Alf - "Counting blessings" At the present time the Brasulista goes out by email to about 2,500 recipients (with about 5% bouncing for lack of a current valid email address). I have spoken to most of you on the phone to get your email address when I have located you.  I never ask what a person's callings are or whether they are active in the Church, but sometimes I am told.  Very few of our former missionaries are anything but active members of the Church.  I am saddened when I learn that a former missionary no longer associates with the Church-again, very few.  Some receive the newsletter anyway, because of their love for the Brazilian people.  I hope they would return to the fold.

I think I have been blessed with the gift of a believing heart and head.  I love the Lord and His Church and this people. For me, the gospel of Jesus Christ and The Church of Jesus Christ restored are truths plain and simple.  I have not the least doubt and I know in whom I have trusted.  By the gift of the Holy Ghost, I find joy, testimony, and understanding in everything from proclamations of the Brethren to youth speaker talks at sacrament meetings.

As I mentioned, some former missionaries have been away from the Church for many years.  Some time ago I was thinking of the blessings I have enjoyed over those same years, simply for being a small part of such a big thing . . . a "marvelous work and a wonder."  Here are some of those blessings that came to mind-things that I might have missed if I had stayed away.

Gordon B. Hinckley and Lavell Edwards.  Any talk by Jeffrey R. Holland or Sherri Dew.  Most recently inspired announcements from today's prophet-president Russell M. Nelson.  The marvelous Ensign-any issue.  The Tabernacle Choir at Temple Square-any Sunday.  General Conference in the Conference Center when I can.  Each and every bishop I have ever had and the blessing of repentance.  Temple sessions and sacrament meetings with the saints in Brazil.  Helvecio and Ruda and Marcus Martins, and 40 years of brotherhood with the Brazilian and American saints of color. The centerfold of the Ensign General Conference issues.  Seeing thousands of Brazilian young men and women serving missions around the world.  The Word of Wisdom.  The Perpetual Education Fund.  The privilege of paying tithes and offerings.  Being a small part of $2 billion in humanitarian aid and the joy of shoveling mud and sandbagging for the Lord.  The lively hope of eternal family relations in the presence of a loving Heavenly Father and His Christ.  The pure joy of new and old Book of Mormon insights.  The challenge and opportunity to visit and minister.  A feeling of love of God and of all men and women.  The friendship and love of caring "brothers and sisters."  The peace found in the temple with clean hands.  Teaching 12-year-olds in Sunday School.  Singing "Hosana, hosana ao Deus de Belém" at the feet of Cristo Redentor with the saints. The absolute reality of an infinite Atonement showing forth the love of God the Eternal Father and His Son, Jesus Christ.  That I ever knew Joseph Smith the Prophet.  Many prayers answered.  For all of these blessings and many more, I am very thankful and humbled.


Okay, it is time for me to send this Brasulista out.  Thanks to all for kind notes of support. Um abraço, Alf Gunn * Brazilian South Mission 62-65 Gig Harbor, WA *   253-307-3338


"Foreigners may pretend otherwise, but if English is spoken loudly enough, anyone can understand it, the British included. Actually, there's no such thing as a foreign language. The world is just filled with people who grunt and squeak instead of speaking sensibly. French may be an exception. But since it's impossible to figure out what French people are saying, we'll never know for sure." - P. J. O'Rourke

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